domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lado a lado...


Esses caminhos neurais estão sendo estudados pela Dra. Sally Shaywitz, professora de pediatria, e co-diterora do centro de estudos da aprendizagem e da atenção, em Yale University, nos USA, juntamente com seus colaboradores. Os estudos têm indicado dois caminhos neurais para a leitura: um para quem está começando a ler com verbalização lenta das palavras ( região parietotemporal) e outro, mais rápido para quem já lê bem ( região chamada de occipitotemporal ). Essa região de intensa atividade atua como um núcleo para o qual as informações oriundas de diferentes sistemas sensoriais convergem e onde, por exemplo, todas as informações relevantes sobre uma palavra – sua aparência, seu som e seu significado – são reunidos e armazenados.

Ao serem examinados cuidadosamente esses dois caminhos de ativação cerebral percebeu-se uma falha nesses circuitos para os leitores disléxicos, que criam como compensação um terceiro caminho neural. Estudos realizados no mundo inteiro não deixam dúvida de que os leitores disléxicos usam caminhos cerebrais diferentes. Quando lêem , os bons leitores ativam sistemas altamente interconectados que incluem regiões das partes posteriores e anteriores do lado esquerdo (área de Wernecke e área de Broca) enquanto que leitores disléxicos usam outro caminho compensatório localizado na área de Broca e lado direito do cérebro.
Visualizado em: 14/02/2010

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