
Mais uma notícia interessante a ser colocada no blog.
Vendo, estudando e pesquisando sobre o assunto vi que a dislexia esta sendo trabalhada de diversas maneiras. Devagar, mas quase parando as pessoas estão tomando iniciativas sobre o assunto para arrumar meios de como ajudar a população com esse distúrbio de atenção e de aprendizagem.
Ao seguir com minhas pesquisas vi que a UNB – Universidade de Brasília oferece apoio a alunos com dislexia e TDAH. Matéria de quinta-feira 15 de janeiro de 2009.
Estudantes com distúrbios de aprendizagem podem contar com a ajuda para lidar com a falta de compreensão de professores
Kennia Rodrigues da Secretaria de Comunicação da UNB, ao invés de dizer agora, fala água. No lugar de fazer, lazer. Freqüentemente, Anderson Tiago do Carmo Santos, 21 anos, é surpreendido com a troca de involuntária de letras ou palavras. Aos 17 anos, foi diagnosticado com dislexia. E hoje, aluno do 4º semestre de Economia da Universidade de Brasília (UnB), tenta driblar a dificuldade com a ajuda de colegas e a compreensão de professores.
Por causa do distúrbio que atrapalha a leitura e escrita, o estudante precisa de mais tempo que o normal para estudar e fazer provas.
Nem sempre isso é entendido pelos professores. “Alguns resistem por achar que não é uma coisa que realmente mereça atenção.” (Já foi pesquisado que esse distúrbio é um dos maiores indicies nas sala de aula e atingi 5% e 17% da população mundial.), reclama Santos. Um docente chegou a recusar em conceder tempo adicional no exame. “Fiquei com nota baixa”, conta.
O problema foi resolvido quando o aluno conheceu o Programa de Apoio ao Portador de Necessidades Especiais (PPNE) da UnB.
“Entramos em contato com os docentes e então explicamos as necessidade de o aluno ter o tempo aplicado”, afirma coordenadora do PPNE, Patrícia Raposo. Além disso, há tutores disponíveis para ajudar nos estudos.
A coordenadora do PPNE deixa claro que o tempo extra aos disléxicos foi conquistado porque o Centro de Seleção de Promoção de Eventos (Cespe) da UnB reconhece os distúrbios de aprendizagem e cede uma hora adicional nas provas de vestibular. “Mas isso não esta ressalvado em nenhuma legislação”, explica Patrícia. (Na verdade ainda não existe uma legislação especifica para a dislexia ou distúrbios de aprendizagem).
De acordo com o vice-coordenador do PPNE, José Roberto Vieira, a universidade reconhece o distúrbio como necessidade especial em acordo com a Resolução 17 do conselho Nacional de Educação, que institui diretrizes para o ensino especial na educação básica, apenas de não se referir ao ensino superior. “Mas nos norteamos por ela, uma vez que os distúrbios foram reconhecidos como necessidades especiais”, afirma.
APRENDIZAGEM – O apoio aos estudantes com distúrbios de aprendizagem, como é o caso da dislexia e também do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, também conhecida com TDAH, é novo na universidade e tem representado um desafio para a instituição. A UnB ainda não possui regras claras para superar a diversas dificuldades que interferem na vida acadêmica desses alunos.
Ações como as realizadas no caso de Santos são pontuais. “Não tem nada definido, escrito. São estratégias que temos aprendido a desenvolver na experiência com os alunos”, diz O PPNE tem hoje, 15 estudantes cadastrados com dislexia e TDAH. De acordo com Patrícia Raposo, muitos desses alunos ingressam na universidade e não sabem que podem contar com o suporte do programa. “Eles vam desenvolvendo suas próprias estratégias. Ou até conhecem o programa, mais só vêm nos procurar depois de uma reprovação”, conta.
DISPERSÃO – Bruno Arantes cursa 11º semestre de Ciências Sociais e é um dos que sempre utiliza da própria tática para vencer as barreiras da ansiedade e da falta de atenção. Cadastrada no PPNE por ter TDAH, o estudante freqüentemente esquece datas das provas. “Meu maior problema é planejar o tempo. Já tive que me explicar várias vezes aos professores que não tinha conseguido me preparar para a prova”, relata.
Defensor da causa de estudantes disléxicos e hiperativos, o professor da faculdade de medicina Carlos Nogueira Aucélio diz que os dois transtornos de aprendizagem são mais comuns do que se imagina. Estudo feito pela UnB em crianças e adolescentes atendidos no Hospital Universitário de Brasília constatou que, a cada 100 pessoas seis podem ter TDAH e cinco, dislexia.
O professor critica a falta de conhecimento de seus colegas de trabalho sobre esses transtornos. “Isso impedi os docentes de dar a esses estudantes um tratamento diferenciado. É preciso criar condições para que eles possam fazer o curso dentro de suas limitações”, diz. “Esse problema existe na universidade e é um papel nosso”, alerta.
SOLUÇÃO – De acordo com Patrícia Raposo, o programa faz levantamento para identificar não só com distúrbios de aprendizagem, mais como outros tipos de problemas, inclusive os mentais. A intenção é melhorar as políticas de apoio aos estudantes. “A questão já foi colocada ao novo reitor e é nossa meta organizar apoio específico da universidade”, afirma coordenadora do PPNE.
O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO
* O artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional diz que:
Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.
* A Resolução 17 do Conselho Nacional de Educação, que institui diretrizes nacionais para a educação especial na Educação Básica diz que:
(...) a ação da educação especial amplia-se, passando a abranger não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica, considerando que, por dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, alunos são freqüentemente negligenciados ou mesmo excluídos dos apoios escolares.
O quadro das dificuldades de aprendizagem absorve uma diversidade de necessidades educacionais, destacadamente aquelas associadas a: dificuldades específicas de aprendizagem, como a dislexia e disfunções correlatas; problemas de atenção, perceptivos, emocionais, de memória, cognitivos, psicolíngüísticos, psicomotores, motores, de comportamento; e ainda a fatores ecológicos e socioeconômicos, como as privações de caráter sociocultural e nutricional.
SERVIÇO – O programa de Apoio ao Portador de Necessidades Especiais fica no Bloco B do Instituto de Ciências, próximo à entrada norte. Os telefones de contato são: (61) 3307-2971 e 3307-2972
Matéria tirada do site: http://www.forumplp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1227:unb-oferece-apoio-a-alunos-com-dislexia-e-tdah&catid=95:saude&Itemid=275


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