O Jornal Correio Braziliense de quarta-feira, 19 de Maio de 2010, nos mostra uma matéria de Leilane Menezes que fala sobre Rosalina Carvalho de Albuquerque de 40 anos, moradora de Águas Lindas.
Rosalina aos 40 anos um dia decidiu que era hora de construir um sonho alimentado desde a infância. E ai ela acabou se matriculando na mesma escola onde estudam seus dois filhos adolescentes e é até da mesma sala de um deles. E aos poucos foi conquistando alunos e professores.
No decorrer da matéria dada ao Correio Braziliense, fala que, quem vê Rosalina no pátio do Colégio Estadual Princesa Daiana, em Águas Lindas, pode confundi-la com uma das professoras. “A moça de cabelos loiros na altura dos ombros, rosto delicado e olhos pequenos emoldurados por óculos que dão um ar de gente responsável, está sempre cercada de crianças e dedica a elas todo cuidado”.
A mãe de Gabriel e Pedro que decidiu voltar a estudar aos 40 anos, participa da escola diariamente e como todos ela também veste o uniforme e faz parte da turma do 7º ano, a antiga 6ª Série, etapa na qual a maioria das crianças tem entre 12 e 14 anos.
É de se esperar que de primeira vista, alguns pais e outros alunos estranharam a presença de alguém mais experiente misturado aos pequenos.
O que acontece é que muitos ali mal sabem o quanto Rosalina se superou para estar ali. Com isso ela mostra uma realidade de uma realização de um desejo antigo.
Rosalina aos 40 anos um dia decidiu que era hora de construir um sonho alimentado desde a infância. E ai ela acabou se matriculando na mesma escola onde estudam seus dois filhos adolescentes e é até da mesma sala de um deles. E aos poucos foi conquistando alunos e professores.
No decorrer da matéria dada ao Correio Braziliense, fala que, quem vê Rosalina no pátio do Colégio Estadual Princesa Daiana, em Águas Lindas, pode confundi-la com uma das professoras. “A moça de cabelos loiros na altura dos ombros, rosto delicado e olhos pequenos emoldurados por óculos que dão um ar de gente responsável, está sempre cercada de crianças e dedica a elas todo cuidado”.
A mãe de Gabriel e Pedro que decidiu voltar a estudar aos 40 anos, participa da escola diariamente e como todos ela também veste o uniforme e faz parte da turma do 7º ano, a antiga 6ª Série, etapa na qual a maioria das crianças tem entre 12 e 14 anos.
É de se esperar que de primeira vista, alguns pais e outros alunos estranharam a presença de alguém mais experiente misturado aos pequenos.
O que acontece é que muitos ali mal sabem o quanto Rosalina se superou para estar ali. Com isso ela mostra uma realidade de uma realização de um desejo antigo.

Rosalina fala na matéria que, depois de crescida ela abandonou a escola. Conta que deixou os estudos com 15 anos de idade. E já nessa idade se encontrava atrasada na vida escolar.
Uma doença no couro cabeludo tirou de vez Rosalina do colégio. Diz: “Meu cabelo caiu e ficavam rindo de mim. Não queria sair de casa.”
Anos depois ela conheceu um rapaz com quem namorou e que veio a se tornar seu marido. Casou-se adolescente com Raimundo Fontenele dos Santos, hoje com 42 anos. Tiveram dois filhos e Rosalina acabou tendo de deixar suas vontades para trás. O marido decretou. “Lugar de mãe é ao lado dos filhos.” Com isso esqueceu um pouco de si mesma e a 15 anos, o casal mudou-se para Brasília.
Já nesse ano de 2010 Rosalina sentiu uma reviravolta grande dentro de si, vendo seus filhos crescidos, e acabou sentindo os planos do passado a sua porta. E foi daí que começou a revolução interna. E ao pensar muito acabou tomando coragem e avisou quem quisesse escutar que voltaria a estudar. “VOU VOLTAR A ESCOLA”.
Não precisou pedir permissão para ser feliz.
Rosalina fala nessa matéria que seus filhos Gabriel e Pedro diziam que iam ficar com vergonha de paquerar as meninas e de andar com certos amigos. E ela fala que as amizades melhoraram com Rosalina por perto.
Ta ai, uma história de uma mulher que com garra e coragem decidiu enfrentar os preconceitos e com a vontade de estudar novamente, encarou uma sala de aula mesmo com alunos da mesa idade que seus filhos, e acabou entrando para a turma de um deles, e agora se sente feliz por conseguir atingir um sonho que ela tinha desde menina, sendo que nos primeiros dias Rosalina ficou deslocada e que agora é figura disputada quando se formam grupos para fazer trabalhos escolares. Conta Rosalina: “Eu sou mais responsável, todo mundo quer fazer tarefa comigo. Mas eu só entro no grupo se o Gabriel (filho) também puder.” Hoje ela se destaca entre os 46 alunos em sala de aula.
Outro motivo que a levou a ter forças para voltar a retomar os estudos, foi que seu filho Gabriel de 12 anos começou a ter problemas na escola. A falta de atenção e de disciplina deixavam a mãe preocupada. Ela conta na entrevista que precisava de estudar e o filho de acompanhamento. E daí veio a vontade de começar a freqüentar o colégio e com isso pediu para ser matriculada, de inicio a escola não queria aceitar. Achavam ser fogo de palha. E com sua esperteza acabou acompanhando as aulas como ouvinte. E só daí com um tempo foram percebendo a vontade dela de querer estudar e acabaram dando o direito de se matricular na escola.
Os professores se mostram impressionados com o entusiasmo e a força de vontade da aluna.
Com o seu esforço grande, de querer vencer e fazer o melhor, serve de exemplo, não só para os filhos, mas para todos na sala. Isso fez o professor de Geografia Jailton Pereira a passar a acreditar.
O apoio não faltou para Rosalina, que veio de todos os lados. O filho mais velho, Pedro, esta no 3º ano do segundo grau e sente orgulho da mãe: “Ela sempre deixou a vida dela de lado para cuidar de mim. Abriu mão de muita coisa. Estudar é desejo de todo mundo. Fico feliz pela minha mãe.”

Sua nova vida precisou ser adaptada e com isso sua nova vida de estudante não poderia atrapalhar o lado de dona de casa, e isso não a deixou de ver motivos para deixar em segundo plano. A rotina começa desde cedo. Antes das 6h, ela já esta de pé. Enquanto prepara o café da manhã faz o dever de casa.
É uma força de vontade e tanto.
Quando os meninos e o marido caminhoneiro aposentado por invalidez e único provedor de renda da casa acordam, já é hora de sair, rumo ao colégio. Mãe e filhos saem de casa lado a lado rumo ao aprendizado.
“TODO MUNDO ME AJUDA AGORA, PARA EU TER TEMPO PARA MIM.” Orgulha-se Rosalina.
Rosalina, agora que os meninos já estão crescidos, tem a força de seu marido e ele fala que a esposa é inteligente e precisa seguir em frente.
Agora a nova meta de Rosalina mesmo ainda não tendo concluído o segundo grau, fala em fazer faculdade de gastronomia. E decide não parar nunca.
“Vejo nela uma esforço grande de querer fazer o melhor. Serve de exemplo não só para os alunos, mas para todo mundo na sala.” Diz professor Jailton Pereira. Professor de Rosalina.


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