
Educação Especial
Suplemento especial
• Dificuldades escolares versos dificuldades de aprendizagem
• Atividades para trabalhar a dislexia
Colocando os pingos nos is
A pedagoga Letícia Cabau na deu uma matéria na revista suplemento e teve a preocupação em esclarecer alguns pontos que podem comprometer o desempenho do aluno em sala de aula. Ela começa deixando claro a diferença entre DA – Distúrbios de Aprendizagem e DE – Dificuldades Escolares, para que a criança não seja injustamente cobrada tanto em casa como na escola. A especialista também detalha o transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, a dislexia e discalculia, além de indicar atividades sob medida para você, professor, trabalhar adequadamente em sala de aula. Bom proveito!
Dificuldade versos distúrbio
Em função da tradução do termo (learning disabilities – incapacidade de aprendizagem), alguns autores consideram “dificuldade de aprendizagem”, outros não. Embora existam boas tentativas de definir e especificar o que, de fato, seria uma dificuldade escolar, não há ainda uma definição consensual sobre os critérios nem mesmo do termo. O DSM.IV, por sua vez, define muito mal a situação de DA (distúrbio de aprendizagem). Segundo essa classificação, “os transtornos de aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de Leitura, Matemática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade, escolarização e nível de inteligência”.
A CID. 10 denomina as dificuldades escolares, no capitulo intitulado Transtornos do Desenvolvimento das Habilidades Escolares, descrevendo- os como “transtornos nos quais as modalidades habituais de aprendizado estão alteradas desde as primeiras etapas do desenvolvimento. O comprometimento não é somente a conseqüência da falta de oportunidade de aprendizagem ou de um retardo mental, e ele não é devido a um retardo mental, e ele ao a um traumatismo ou doença cerebrais”. Enfim, não se deve tratar as DE (Dificuldade Escolares) e DA como se fossem problemas insolúveis, mas como desafios que fazem parte do próprio processo da aprendizagem. Também imperiosa de se identificar e prevenir o mais precocemente, de preferência ainda na pré-escola.
Diferenças entre DA e DE
DISTURBIO DE APREDIZAGEM
Refere-se ao comprometimento neurológico que interfere na percepção e no processamento de informação, dificultando a aprendizagem.
Trata-se de um termo genérico ligado a um grupo heterogêneo de distúrbios, que se manifestam por dificuldades significativas de aquisição e no emprego da capacidade para ouvir, falar, ler, escrever raciocinar e calcular. Esses distúrbios são intrínsecos ao indivíduo e, presumivelmente, se devem a uma disfunção do Sistema Nervoso Central, que envolvem disfunções químicas e elétricas das fincões corticais superiores – os distúrbios de aprendizagem são decorrentes dessas disfunções.
A disfunção neurológica pode envolver imaturidade, lesões específicas do cérebro, fatores hereditários. Os distúrbios específicos de aprendizagem são: déficit de atenção e hiperatividade, dislexia, disgrafia, discalculia.
DIFICULDADE ESCOLAR
De modo geral, esse termo é utilizado para designar desordens na aprendizagem provenientes de fatores sociais – econômicos, pedagogos, e não necessariamente de causas orgânicas. No que se refere à escola, remete à discussão da qualidade do ensino. Os fatores acadêmicos estão relacionados ao meio ao qual a criança esta inserida, desde o seu nascimento até a idade escolar, e esse meio pode favorecer (ou não) a sua aprendizagem. Outros fatores (de ordem afetiva ou emocional) podem também estar relacionados às dificuldades escolares. Os problemas da criança com DE residem nas áreas de percepção, atenção, memória, associação de informações, dificuldades na leitura e escrita, problemas no comportamento. Ela tende, pro exemplo, a responder uma pergunta sem pensar, dizendo a primeira resposta disponível (muitas vezes errada), ao invés de examinar as alternativas com cuidado e planejamento.
DA E DE SÃO DISTINTOS
O grande ponte é que o distúrbio de aprendizagem é de ordem orgânica, um mau funcionamento mínimo nas funções do cérebro, e as dificuldades escolares são de origem externa, frutos de fatores sociais e psicológicos. Um exemplo é a precariedade do ensino no Brasil. Dessa forma, deve-se excluir déficit intelectual, déficit sensitivos e problemas exógenos que podem interferir na aprendizagem (aspectos socioeconômico-culturais.) A criança com distúrbios de aprendizagem (ou escolar), porém essa dificuldade é secundária á dificuldade é secundária à disfunção do sistema nervoso central. O importante em saber diferenciar uma da outra é não rotular a criança como ela sendo limitadas, mas sim procurar descobrir se o problema está na forma de ensinar e na formação desse professor. “Já vi casos em que a criança era diagnosticada como tendo um distúrbio de aprendizagem e, na verdade, o que ela apresentava era uma dificuldade escolar, pois o educador estava ensinando de uma maneira errada. A questão é quando temos de assumir nossos erros e admiti-los e não culpar as crianças. Ter esse discernimento é muito importante para o desenvolvimento do aprendizado de nossas crianças, “Explica Letícia Cabau.
Matéria enviada para a revista da editora Lua.
www.editoralua.com.br
19-11-2009
Bom, em umas das postagens anteriores andei falando da dislexia auditiva e agora pesquisando em meus estudos vi também falar sobre a dislexia VISUAL.
VISUAL: A criança apresenta deficiência na percepção visual. Os sintomas são dificuldade na percepção visomotora, na habilidade visual (Sente dificuldades na descriminação visual das letras e palavras, confundindo-as);
Eis outras perturbações da aprendizagem que podem acompanhar os disléxicos : alterações na memória; alterações na memória de séries e sequências, orientação diereito-esquerda; linguagem escrita e soletração; orientação temporal; imagem corporal; distúrbio topográfico e distúrbios do padrão motor.
Dicas preciosas:
Suplemento especial
• Dificuldades escolares versos dificuldades de aprendizagem
• Atividades para trabalhar a dislexia
Colocando os pingos nos is
A pedagoga Letícia Cabau na deu uma matéria na revista suplemento e teve a preocupação em esclarecer alguns pontos que podem comprometer o desempenho do aluno em sala de aula. Ela começa deixando claro a diferença entre DA – Distúrbios de Aprendizagem e DE – Dificuldades Escolares, para que a criança não seja injustamente cobrada tanto em casa como na escola. A especialista também detalha o transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, a dislexia e discalculia, além de indicar atividades sob medida para você, professor, trabalhar adequadamente em sala de aula. Bom proveito!
Dificuldade versos distúrbio
Em função da tradução do termo (learning disabilities – incapacidade de aprendizagem), alguns autores consideram “dificuldade de aprendizagem”, outros não. Embora existam boas tentativas de definir e especificar o que, de fato, seria uma dificuldade escolar, não há ainda uma definição consensual sobre os critérios nem mesmo do termo. O DSM.IV, por sua vez, define muito mal a situação de DA (distúrbio de aprendizagem). Segundo essa classificação, “os transtornos de aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de Leitura, Matemática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade, escolarização e nível de inteligência”.
A CID. 10 denomina as dificuldades escolares, no capitulo intitulado Transtornos do Desenvolvimento das Habilidades Escolares, descrevendo- os como “transtornos nos quais as modalidades habituais de aprendizado estão alteradas desde as primeiras etapas do desenvolvimento. O comprometimento não é somente a conseqüência da falta de oportunidade de aprendizagem ou de um retardo mental, e ele não é devido a um retardo mental, e ele ao a um traumatismo ou doença cerebrais”. Enfim, não se deve tratar as DE (Dificuldade Escolares) e DA como se fossem problemas insolúveis, mas como desafios que fazem parte do próprio processo da aprendizagem. Também imperiosa de se identificar e prevenir o mais precocemente, de preferência ainda na pré-escola.
Diferenças entre DA e DE
DISTURBIO DE APREDIZAGEM
Refere-se ao comprometimento neurológico que interfere na percepção e no processamento de informação, dificultando a aprendizagem.
Trata-se de um termo genérico ligado a um grupo heterogêneo de distúrbios, que se manifestam por dificuldades significativas de aquisição e no emprego da capacidade para ouvir, falar, ler, escrever raciocinar e calcular. Esses distúrbios são intrínsecos ao indivíduo e, presumivelmente, se devem a uma disfunção do Sistema Nervoso Central, que envolvem disfunções químicas e elétricas das fincões corticais superiores – os distúrbios de aprendizagem são decorrentes dessas disfunções.
A disfunção neurológica pode envolver imaturidade, lesões específicas do cérebro, fatores hereditários. Os distúrbios específicos de aprendizagem são: déficit de atenção e hiperatividade, dislexia, disgrafia, discalculia.
DIFICULDADE ESCOLAR
De modo geral, esse termo é utilizado para designar desordens na aprendizagem provenientes de fatores sociais – econômicos, pedagogos, e não necessariamente de causas orgânicas. No que se refere à escola, remete à discussão da qualidade do ensino. Os fatores acadêmicos estão relacionados ao meio ao qual a criança esta inserida, desde o seu nascimento até a idade escolar, e esse meio pode favorecer (ou não) a sua aprendizagem. Outros fatores (de ordem afetiva ou emocional) podem também estar relacionados às dificuldades escolares. Os problemas da criança com DE residem nas áreas de percepção, atenção, memória, associação de informações, dificuldades na leitura e escrita, problemas no comportamento. Ela tende, pro exemplo, a responder uma pergunta sem pensar, dizendo a primeira resposta disponível (muitas vezes errada), ao invés de examinar as alternativas com cuidado e planejamento.
DA E DE SÃO DISTINTOS
O grande ponte é que o distúrbio de aprendizagem é de ordem orgânica, um mau funcionamento mínimo nas funções do cérebro, e as dificuldades escolares são de origem externa, frutos de fatores sociais e psicológicos. Um exemplo é a precariedade do ensino no Brasil. Dessa forma, deve-se excluir déficit intelectual, déficit sensitivos e problemas exógenos que podem interferir na aprendizagem (aspectos socioeconômico-culturais.) A criança com distúrbios de aprendizagem (ou escolar), porém essa dificuldade é secundária á dificuldade é secundária à disfunção do sistema nervoso central. O importante em saber diferenciar uma da outra é não rotular a criança como ela sendo limitadas, mas sim procurar descobrir se o problema está na forma de ensinar e na formação desse professor. “Já vi casos em que a criança era diagnosticada como tendo um distúrbio de aprendizagem e, na verdade, o que ela apresentava era uma dificuldade escolar, pois o educador estava ensinando de uma maneira errada. A questão é quando temos de assumir nossos erros e admiti-los e não culpar as crianças. Ter esse discernimento é muito importante para o desenvolvimento do aprendizado de nossas crianças, “Explica Letícia Cabau.
Matéria enviada para a revista da editora Lua.
www.editoralua.com.br
19-11-2009
Bom, em umas das postagens anteriores andei falando da dislexia auditiva e agora pesquisando em meus estudos vi também falar sobre a dislexia VISUAL.
VISUAL: A criança apresenta deficiência na percepção visual. Os sintomas são dificuldade na percepção visomotora, na habilidade visual (Sente dificuldades na descriminação visual das letras e palavras, confundindo-as);
Eis outras perturbações da aprendizagem que podem acompanhar os disléxicos : alterações na memória; alterações na memória de séries e sequências, orientação diereito-esquerda; linguagem escrita e soletração; orientação temporal; imagem corporal; distúrbio topográfico e distúrbios do padrão motor.
Dicas preciosas:
• Evite dizer ao disléxico que ele é lento, preguiçoso
ou compará-lo aos outros alunos;
• Ele não deve ser forçado a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo em fazê-lo;
• Suas habilidades devem ser julgadas mais pelas respostas orais do que pelas escritas;
• A criança deve ser encorajada a repetir o que foi lhe dito para fazer, incluindo mensagens. A própria voz é de muita ajuda para melhorar a memória.
• Revisões devem ser freqüentes;
• Use sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas escritas.
PARA CRIANÇAS COM DISLEXIA
Caixa mágica
Objetivos:
Trabalhar conteúdo, oralidade e criatividade.
Faixa etária:
Faça 20 fichas contendo frases retiradas de livros de histórias;
no verso da ficha, cole um desenho referente a uma ação da frase.
Exemplo:
O lobo mau se aproximou da casa de palha... Cole, então, o lobo se aproximando;
coloque as fichas em uma caixa de sapato e faça um furo no centro da tampa para que as crianças peguem as cartas sem ver. A ideia é retirar um cartão para inspirar a construção de histórias criativas, utilizando a oralidade e a escrita;
Para aumentar o grau de dificuldade, inclua mais 14 fichas em branco com ações de comandos, como: para quem, o quê, quando, onde, por que.
Exemplo:
Por que o lobo foi até a casa? Onde o lobo estava? Dessa forma, o educador “provoca” respostas e incentiva a diferentes tipos de escrita (criativo, instrutivo, explicativo, descritivo, persuasivo).
CRIANDO FABULAS E RIMAS
Objetivos:
Estimular a imaginação, criatividade e oralidade.
Faixa etária:
8 a 10 anos
Desenvolvimento:
Utilizar um calendário de mesa, forrando as folhas com papel branco para esconder seus dizeres;
depois na primeira face da folha, cole diferentes personagens e animais das fábulas de esopo;
na fase contrária, coloque trechos dos respectivos personagens,
faça isso até chegar a 5 páginas;
recorte as folhas entre cada personagem, ficando, assim, separados e podendo ser virados alternadamente;
esse livro dupla face permite que as crianças construam suas fábulas preferidas e rimas infantis, bem como criar as próprias adaptações;
no corpo da base do calendário, escreva as seguintes perguntas: de quem, o quê, onde, quando e por quê. Ele pode usar para a leitura, contação de histórias e escrita.
Cubos literários
Objetivos:
Favorecer a criatividade, desenvoltura e oralidade.
Faixa etária:
A partir de 8 anos.
Desenvolvimento:
Faça dois cubos. No primeiro, escreva nos lados diferentes frases que iniciam historias cotidianas.
Exemplo: Um dia, fui visitar... Quando eu estava no jardim zoológico, vi...;
no segundo, escreva frases soltas da realidade e do cotidiano da criança;
peça para a criança jogar o primeiro cubo, como se fosse um dado.
Onde cair a frase, ela tem de completar.
Exemplo:
Um dia, fui visitar... minha avó, que estava fazendo bolo para mim;
depois outra criança joga o segundo dado para completar a frase inicial. E assim por diante, até formar uma história;
para finalizar, peça para todos escreverem a história criada em conjunto.
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