
NOVOS TEMAS, NOVAS PERPECTIVAS.
Nos dias 20 e 21 de maio de 2011, teve o III Congresso Internacional de Dislexia, no Teatro Izabela Hendrix com a coordenação de Luciana Mendonça Alves. Renata Mousinho. Simone Aparecida Capellini. Com o tema: DISLEXIA – Novos Temas, Novas Perspectivas.
Onde tive a oportunidade de apresentar o meu trabalho cientifico sobre dislexia e educação. E com isso no dia 20 meu pôster ficou exposto durante o evento até o final, com direito a perguntas e interesses sobre o tema.
Foram abordados os seguintes temas:
Mesa redonda – Prevenção. Com os seguintes temas:
Palestrante Luciana Mendonça.
CONFERÊNCIA DE ABERTURA.
• “Introdução à dislexia do desenvolvimento que introduziu o tema dislexia do desenvolvimento, levando alguns questionamentos acerca do senso comum deste quadro tão discutido atualmente.”
Palestrante Renata Mousinho.
• “O desenvolvimento do processamento fonológico e da leitura do 1º ao 4ª ano do ensino fundamental: Implicações para a intervenção precoce.”
“Quantas vezes em sua carreira um professor se depara com um aluno que apresenta dificuldades de leitura? O que se deve fazer? Esperar o tempo de cada criança?”
Palestrante Cláudia Cardoso Martins
Palestrante Simone Capellini
• “Perfil de escolares com dislexia, transtornos e dificuldades de aprendizagem em instrumento de avaliação de habilidades metafonológicas (PROHFON).”
Palestrante Ana Luiza Navas.
• “Por que prevenir é melhor que remediar quando se trata de dificuldades de aprendizagem.”
As 13:30 teve exposições de trabalhos científicos no qual eu pude apresentar o meu trabalho com tema: Deslexia: O Coordenador Pedagógico e a Inclusão de disléxicos no Ensino Regular Fundamental do 1º ao 5º ano. (Pôster)
Logo depois na parte da tarde apartir das 14:30 ouve retorno das palestras.
Mesa redonda – Avaliação e Terapia.
Palestrante Ângela Pinheiro
• “Transparência ortográfica e o efeito de retroalimentação fonológica grafêmica: implicações para a construção de provas de reconhecimentos de palavras.”
Palestrante Jerusa Famagalli de Salles
• “Funções neuropsicológicas relacionadas ao desempenho em leitura em crianças.”
Palestrante Clara R. Brandão de Ávila
• “Intervenção fonoaudiológica nos Transtornos de Leitura.”
Palestrante Jaime Luiz Zorzi
Mesa redonda – Discalculia.
Palestrante Flavia Heloisa dos Santos
• “Avaliação neurocognitiva da discalculia do desenvolvimento.”
Palestrante José Alexandre Bastos
• “O desenvolvimento das habilidades em Matemática.”
Palestrante Vitor Haase
• “Discalculia e dislexia: semelhança epidemiológica e diversidade de mecanismos neurocognitivos.”
21 de Maio (Sábado)
Mesa redonda Comorbidade TDAH e TDC
Palestrante Lívia Castro
• “O transtorno do desenvolvimento da coordenação: definição, avaliação de tratamento.”
Palestrante Juliana Gurgel-Giannetti
• “Transtorno de Deficit de Atenção/ Hiperatividade e Transtorno de Aprendizagem.”
Palestrante Niura A. de Moura Ribeiro Padula
• “Dislexia e comorbidades na infância e adolescência.”
Conferencia internacional: Prevenção
Palestrante Hugh W. Catts
• “Identificação precoce da dislexia.”
13:00 Exposição e apresentação dos trabalhos Cientificos.
Conferência Internacional: Avaliação
Palestrante Ian Smythe
• “Avaliação On-line para dislexia.”
Conferência Internacional TDC.
Palestrante Amanda Kirby
• “Transtorno do desenvolvimento da coordenação (TDC) e dislexia.”
Vou falar um pouco do tema sobre TDC o qual ainda não foi falado no blog e que para mim foi bastante novidade nesse congresso. Achei bem interessante sua comparação sobre.
- “Transtorno do desenvolvimento da Coordenação (TDC) não é uma novo condição. Diferentes termos têm sido utilizados para descrever crianças com características predominantes nas dificuldades motoras ao longo dos anos."
“Dispraxia é o termo freqüentemente utilizado no Reino Unido como sinônimo de TDC, causando algumas confusões e inconsistência terminológica.”“TDC é definido como uma falha na aquisição de habilidades motoras, tanto em movimento grossos quanto finos, não é explicável por comprometimento na aprendizagem e por falta de exposição á oportunidade de adquirir habilidades motoras semelhantes aos seus pares. TDC nem sempre é considerado no diagnóstico da rotina pelos clínicos. Há amplas evidências de que dificuldades motoras afetam significantemente a vida das crianças.”
“As dificuldades afetam a criança tanto na escola como em casa e, em contraste com crianças da mesma idade, que adquirem habilidades com pouco esforço, como se vestir, jogar bola e escrever, essas crianças levam mais tempo para aprender e automatizar tais habilidades.”
“Cerca de 70% das crianças com dificuldade motoras continuam a apresentar dificuldades quando crescem.”
“Para a APA (Associação Americana de Pesquisa), os critérios de inclusão são: alterações no desenvolvimento da coordenação motora, que pode ser manifestada por atrasos em marcos do desenvolvimento, como ficar em pé e andar; mau desempenho em atividades esportivas; e escrita desordenadas. Esses comprometimentos levam a dificuldades no desempenho acadêmico e/ou nas atividades de vida diária. Os critérios de exclusão são as dificuldades causadas por perturbações médicas gerais conhecidas, como paralisia cerebral ou transtorno invasivo do desenvolvimento. Além disso, na presença de retardo mental, as dificuldades motoras são mais graves do que o esperado.”
“Destaca que não deve haver distúrbios neurológicos diagnosticáveis e exclui as pessoas com QI abaixo de 70 ou menos da definição formal é apoiada pela maioria dos clínicos e dos pesquisadores.”
“Apesarar das orientações fornecidas pela APA e pela OMS, ainda há uma série de questões que evolvem a identificação e a definição de critérios, como pontos de corte para o diagnóstico, o que compromete a avaliação, e quais tipos de instrumentos são utilizados.”
“Os autores sugeriram que o TDC pode ser caracterizado por uma especialização hemisférica cerebral anormal durante o desenvolvimento.”
“Curiosamente a nutrição pré-natal pode influenciar o desenvolvimento da criança.”
“Tem havido grandes discrepância na prevalência desta desordem, e muito disso se deve á forma como o TDC é avaliado. A utilização de avaliação como medidas padronizadas e precisas estreitam a faixa de prevalência a discrepância e permitindo medidas mais exatas.”
“As diferenças de gêneros examinadas em numerosas ocasiões, e o consenso é que o TDC é mais prevalente em meninos do que em meninas, com estimativa que variam de três ou quatro para um.”
“A percepção dos professores de habilidades entre meninos e meninas também pode influenciar a identificação.”
“Crianças com TDC são avaliadas de várias maneiras, mas atualmente há poucos instrumentos de avaliação motora com pontualidade padronizada.”
“A avaliação deve incluir uma história de desenvolvimento para identificar atrasos, especialmente nos domínios motor e de linguagem que comumente se sobrepõem. A necessidade de um exame neurológico também é essencial para excluir as crianças com outras doenças neurológicas, como paralisia cerebral e distrofia muscular. Além disso, é preciso considerar as condições genéticas onde as dificuldades de coordenação são comuns comum como X Frágil e Neurofibromatose tipo. 1. Outras condições, como síndrome epilética parcial e a síndrome de hiperatividade articular têm sido associado com TDC.”
“Distúrbios de fala e linguagem, dislexia e síndrome do espectro autístico, que podem influenciar no suporte educacional e no tipo de abordagem realizada na intervenção.”
“O TDC encontrado com outros transtornos do desenvolvimento não pode ser visto como uma categoria, mas sim um conceito multidimensional no qual as crianças estão em um continuum de transtorno. Um grande número de pesquisas evidenciou altos indicies de sobreposição de TDC com outros transtornos de desenvolvimento, incluindo TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), dislexia e transtorno de espectro autístico. Outros exemplos incluem: emocional e social, ansiedade e depressão; distúrbios da fala e da linguagem; distúrbios sociais e de comunicação.”
“Um estudo procurado a associação entre Dislexia e TDC examinou 12.950 crianças com idades entre 10 e 11 anos em uma série de testes motores.”
“Crianças com TDC, está a escrita, que requer inúmeras habilidades e tem sido atribuída às dificuldades motoras. Porém, também foi reconhecida a associação entre traçado da escrita e a dislexia. Um estudo demonstrou que a soletração é o único preditor da compoosição escrita em crianças e adultos com dislexia e foi o principal fator que diminuiu sua velocidade de produção.”
“Também observou-se que a dificuldade no planejamento grafomotor ligado à formação da letra teve um efeito adicional indireto. Falta de automatismo em nomear e escrever letras também pode diminuir a produção escrita destas crianças.”
“Houve algum interesse na hipótese de que a dislexia é causada por dificuldades com automatização associada à disfunção cerebral. No entanto, um estudo realizado com crianças disléxicas de 8 a 12 anos não mostrou a disfunção cerebelar como causa de alterações de fala e leitura, mas que esta disfunção influencia quando sobreposto a outros transtornos, incluindo o TDAH e Dislexia. Também não apresentam qualquer relação de causalidade entre habilidades motoras das mãos, as habilidades fonológicas e a leitura.”
“Problemas motores parecem se resolver na adolescência, embora possam reaparecer sob estresse de aprender uma nova habilidade motora.”
“...Não procuramos nossos pacientes tratando o desajeitamento como uma doença. Com raras exceções o desajeitamento pode ser considerado falta de talento e como outras dificuldades de aprendizagem é essencialmente um problema educacional.”
“Adolescentes com TDC também mostraram apresentar sintomas pisiquiátricos que vão desde transtorno de humor e ansiedade até negativismo social com isolamento. Recentimentes as pesquisas têm focado os impactos físicos, incluindo o aumeto do risco de obesidade associada ao TDC, principalmente em meninos e, também, em doenças cardiovasculares.”
“Apesar de os impactos do TDC serem reconhecidos como contínuos na vida adulta, o entendimento e a compreensão de seus sintomas e estratégias de intervenção para o problema vêm de estudos realizados com crianças.”
“No entanto, pesquisas baseadas na intervenção do TDC não são toa abrangentes como em outros transtornos do desenvolvimento, como a dislexia, o TDAH e transtorno do espectro autístico, ressaltando a necessidade de estudos longitudinais neste campo.”
“...Assim, a intervenção, por exemplo, teria como objetivo melhorar o funcionamento cinestésico da criança com o objetivo de transferi-la para o funcionamento de várias habilidades motoras.”
“A base dessas estratégias é a interação entre os recursos da criança, a tarefa a ser apresentada e o contexto no qual ele está ligado. A tarefa muitas vezes determinada por meio de consulta com os pais e a criança é ensinada diretamente, às vezes divididas em componentes.”
“No entanto, Tucha e Lange observaram que, em crianças com TDAH e TDC em comorbidade, a caligrafia tornou-se mais precisa e legível, mas não mais rápida, com o uso do metilfenidato.”
“A ligação entre funções executivas e controle motor pode, no futuro, ser uma área de grande interesse em pesquisas e pode ser um foco em potencial para intervenção farmacêutica.”
“Um dos desafios para apoiar crianças com TDC e seus familiares, será fornecer modelos de tratamento eficientes e coerentes baseados em boas avaliações e no trabalho como s familiares em centros de intervenção.”
“É necessário que os educadores reconheçam que as crianças com dificuldades de leitura que freqüentemente apresentam de escritas associadas, necessitam essencialmente de avaliação motoras mais aprofundadas para proporcionar suporte apropriado e obter uma imagem completa de suas dificuldades e qualidades.”
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