quarta-feira, 25 de março de 2009

Um depoimento. Um desabafo.

Cá estou eu aqui novamente a escrever e a contar histórias a recontar histórias a dizer coisas, sobre a dificuldade de aprendizagem e em especial a Disléxia. Embora ela tenha me acompanhado desde criança, mesmo sabendo que quem sofre desse mal na maioria das vezes tem dificuldades para escrever e não gosta nenhum pouco de ler, por não conseguir entender o que esta lendo e ter bastante dificuldade. Com o tempo passei a aprender a gostar de ler e escrever.
Eu escolhi fazer um blog a respeito desse problema por conta de muitas coisas ocorridas em minha vida desde criança, que vem desde dificuldades, falta de conhecimento dos profissionais na área de ensino, má formação e dificuldade em ler e escrever. E agora trabalhando a monografia a respeito desse assunto.
O tempo foi passando e as coisas foram mudando e a vontade de aprender foi crescendo com disputas, garras e coragens.
“CAMINHANDO E CANTANDO E SEGUINDO A CANÇÃO. BEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NÃO É SABER, QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER...”
Eu sempre tive problemas com a Dislexia durante a minha infância, do primeiro grau até os meus 12 anos de idade, até então não obtive um diagnostico adequado. Essa foi uma dificuldade onde eu tive que enfrentar durante toda a minha infância e também adolescencia. E com um tempo minha mãe procura pesquisar e entender melhor sobre a Dislexia. Uma coisa que ajudou ela, foi o livro de Ronald D. Davis "O dom da Dislexia." o qual ela disse que ia me curar, sem saber que Dislexia não tem cura, mas da para trabalhar para melhorar.
A detecção dessa dificuldade no contexto familiar e na escola foi tardiamente percebida. Na escola houve vários percalços por conta do ensino inadequado, muitos professores que não sabem o que é realmente a Dislexia e acabam ignorando o fato ou o próprio diagnóstico, sem saber exatamente o que precisa ser trabalhado. Na 2ª Série uma professora chamou minha mãe para dizer que eu ficava “encarando-a” numa espécie de censura e repreensão. A Dislexia tem um lado patológico por conta das dificuldades de audição que em muito devem ter dificultado o meu aprendizado normal.
Tive em minha família um lado que compensou as fraquezas do contexto escolar, ainda assim, nem sempre foi muito fácil, minha mãe procurou trabalhar e ajudar a solucionar o problema que não foi moleza não. Luta grande!
Um Psicólogo amigo da família, Marcos Ribeiro Ferreira, identificou uma falha na minha alfabetização escolar e com sua ajuda e orientação, pude me desenvolver no aprendizado da linguagem e alfabetização. E a procurar especialistas que poderam dar o diagnostico adequado.
O “diagnóstico” de Dislexia assustou minha família, e passei a freqüentar fonoaudióloga e posteriormente psicólogos que muito ajudaram a lidar com as dificuldades da fala, relacionamentos, comportamentos e a lidar com a insegurança no aprendizado. Além de sempre precisar de acompanhamento e reforço escolar.
Fundamental em minha vida foi o auxílio da minha avó materna, Maria Ângela, professora que me acompanhou da 5ª à 7ª Série, revisando, inclusive, conceitos das séries anteriores. Por conta da Dislexia, fui reprovada quatro vezes no sistema escolar. As ditas “falhas” apontavam rebeldia e falta de interesse. No entanto, minha família, mesmo com as dificuldades naturais, sempre me auxiliaram com carinho e atenção. Até a dica de uma escola por uma tia Pedagoga me ajudou bastante, pois o metodo natural da escola foi fundamental em minha vida, e o conhecimento da diretora e o trabalho da escola foi baste importante, para aprender a lidar com a minha Dislexia.
Hoje me encontro em estado de mudanças, mudanças de mim mesma, de aprender e de conquistar sempre. Em nome do amor. Do amor mesmo!

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"Quem sabe faz a hora não espera acontecer"!